29.2.12

Namorar Portugal - Estratégia e Sustentabilidade passa pela consolidação da marca e das parcerias

O encerramento da programação municipal 'Fevereiro, Mês do Romance' foi oficializado esta manhã (29 de Fevereiro) com a realização de uma Mesa Redonda, na Biblioteca Municipal Prof. Machado Vilela, subordinado ao tema 'Namorar Portugal - estratégia e sustentabilidade, promovido pelo Município de Vila Verde, com a colaboração da Proviver e da Açliança Artesanal.

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Do debate, que acima de tudo pretendeu ser um momento de reflexão em torno da dinâmica de Namorar Portugal, enquanto marca, produto, evento e programação, e que juntou os principais parceiros e atores das multiplas iniciativas realizadas em Fevereiro, resultaram as seguintes conclusões:

  • A marca Namorar Portugal, como marca territorial de Vila Verde, tem que, doravante, ser encarada de forma consolidada, estratégica, normativa e corporativa, de forma a criar regras, um critério uniforme da sua exploração e promoção.
  • Como marca territorial deve ser transmitida a sua mensagem de forma clara e sem o ruído de outras mensagens paralelas que possam confundir o consumidor e o turista, desviando-os da mensagem principal.
  • A sua promoção e a consolidação, e consequentemente a de Vila Verde como um destino turístico, só será possivel com a junção de sinergias e parcerias regionais, empresariais e intitucionais.
  • Potencial diferenciador de Namorar Portugal entre outras marcas territoriais.
  • A internacionalização é possivel, mas tem que se criar uma estratégia de bases sólidas e integrada regionalmente, de forma a que Namorar Portugal tenha um peso regional, englobando apoios e parceiras intitucionais e empresariais.

Esta mesa redonda, que foi moderada pelo presidente do conselho de administração da Proviver, Dr. Manuel Barros, foi ainda introduzida e encerrada pela vereadora responsável pelo pelouro da Cultura e da Educação, Dra. Júlia Fernandes e contou com as intervenções de representantes das mais salientes entidades parceiras e empresas, que de forma direta ou indireta foram atores nesta terceira edição da programação Fevereiro, Mês do Romance: Aliança Artesanal, Luís Durães Ferreira (PIDETUR), Creative Zone, Porto e Norte, AI MInho, ACB, UAC, EPATV, Lameirinho, Enamorata, ATAHCA e ACRM Aboim da Nóbrega

A plateia contou ainda com mais presenças de parceiros como a BMCar, Groupama, Chocolates da Vila, Fotofelicidade, Catering Adão Gomes, Silvia Abreu Design, os comandos da GNR e dos Bombeiros locais, representantes dos agrupamentos escolares do concelho, artesãos como Glória Barros e Céu Cunha, e os alunos do curso de técnicos de análises laboratoriais da Escola profissional Amar Terra Verde, entre outros.

Segue-se um resumo de cada uma das intervenções:



Introdução de Dra. Júlia Fernandes, vereadora da Cultura e Educação do Município de Vila Verde:


"Durante este mês de Fevereiro só se falou de Vila Verde nos mais diversos órgãos de comunicação social, da RTP, à SIC, passando pelo JN, Sol, Visão, as revistas cor de rosa, até ao acompanhamento quase que diário dos nosso jornais regionais e locais, como o Diário e Correio do Minho, o Terras do Homem, O Vilaverdense, programas como o da TSF 'A Nossa Terra' e o 'Fama Show' da SIC; vieram muitas pessoas em excusões ver o Megalenço de Namorados que acabou por tornar-se numa atração turística, os restaurantes encheram de curiosos para provar a apreciar a nossa gastronomia....

Está tudo perfeito?  Obviamente que há muita coisa a fazer e é por isso que estamos aqui hoje. Por isso temos aqui parceiros para discutirmos o caminho de promoção do nosso tecido ecónomico e empresarial. Quem ganha somos todos nós, Vila Verde. É fundamental que Namorar Portugal dê este salto, que o mundo conheça Vila Verde e Namorar Portugal.

Queremos criar a sustentabilidade deste processo. Há um financiamento de 80 por cento até à edição 2013. Cabe-nos os restantes 20 por cento, que para nós não é despesa, é sim um investimento. "


D. Conceição Pinheiro, fundadora da Aliança Artesanal:

"Agora quando se fala de Lenços de Namorados, quer eu queira, quer não, associa-se os Lenços a Vila Verde. Eu não quero seguir esse bairrismo; não sei onde eles nasceram mas Vila Verde já não se livra dos Lenços...

Numa apresentação há uns anos, ainda nem havia Alianca Artesanal, levei comigo um Leços e houve uma representante de um organismo importantíssimo que me disse assim: "Você sabe o que tem aí consigo? Você tem pólvora na mão" - disse-me ela, referindo-se aos Lenços de Namorados. Na época eu não tinha capacidade de pegar num Lenço e potenciar o seu valor. Para mim o Lenço de amor é isto, um tecido bordado com afeto. Agora 'paninho' é que não!

Agostinho da Silva, num dos últimos livros que se escreveu sobre ele, tem lá uma passagem que diz - 'Os portugueses já descobriram o mundo e agora? Talvez bordando pelo mundo os seus valores'. Nós temos a bandeira para isso: que melhor os portugueses têm para dizer ao mundo os nossos valores que através dos Lenços de Namorados, com mensagens de amor, sentimento, paz, beleza...

Este movimento nasceu em 1948 - com a criação das obras das mães pela educação - diga-se o que se disser sobre esta obra - associada aos valores da simplicidade, da sabedoria popular e da ruralidade - havia quem dissesse que 'fazia-se bem para incutir o mal'. A minha filha que é psicóloga, um dia chamou-me a atenção para um artigo que leu, que expressava essa ideia. Só que não era assim que o víamos. Lá aprendíamos!

A formação constante é essencial para evoluir - eu não tive outra educação senão a dos meios rurais, e apesar de já alguma coisa estar feita e escrita sobre os lenços, há que contar a história de cada Lenço de Namorados. Uma entidade sozinha não faz nada, mas se nos juntarmos todos, isso é possivel, como isto do Namorar Portugal. E resistar histórias de almas muito simples mas muito grandiosas que temos no mundo rural, como uma recente, de um pedreiro de Braga, que durante três meses pagou a uma costureira para lhe bordar um lenço, com uma quadra criada por ele. Esse lenço foi-me uma vez mostrado por uma socióloga que estagiou na Aliança e me disse 'Olhe só para este lenço, que coisa mais bonita' e de facto o Lenços tinha uma beleza extraordinária. Foi então que me contou essa história. O Lenço tinha uma promessa - só poderia pertencer a uma pessoa e com ela teria que seguir no leito da morte. Não sei se entretanto esse senhor morreu, mas antes de ela o devolver fizemos uma réplica. É grandiosa a sabedoria dos meios rurais."


Dr. Manuel Barros, presidente da Proviver

"Falar no passado tem muito valor estratégico.

Numa intervenção recente um dos responsáveis pela Semana Santa referiu que no norte há dois eventos de Interesse para o Turismo: a Feira do Alvarinho, em Ponte de Lima e a Semana Santa em Braga. E aí eu chemei-o à atenção - 'Há três e não dois. O Namorar Portugal, em Vila Verde, também o é.

A marca Namorar Portugal condensa a identidade cultural de Vila Verde, através do ícone Lenço de namorados, e revela-se numa estratégia de alargamento no tempo o poder da sua atratividade, a par de mais duas programações que seguem a mesma estratégia ao longo do ano: Vila Verde, Vila Criativa, alicerçada na Bienal de Arte, e Na Rota das Colheitras, em torno da Festa das Colheitas."


Luís Durães Ferreira, responsável pelo estudo e elaboração do PIDETUR (Plano Integrado de Desenvolvimento Turístico de Vila Verde)

"A marca Namorar Portugal como marca teritorial levanta algumas reflexões. Um breve enquandramento: quando o municipio aposta no turismo, há uma assunção de que o turismo é estratégico. Essa opção é consubstanciado numa politica pública, neste caso através do PIDETUR, que deu origem ao plano integrado de turismo. Os objetivos traçados passam por consolidar Vila Verde como destino turístico. É neste contexto que surge a marca Namorar Portugal. Para além destes 29 dias de investimento, há 365 dias de voluntarismo e envolvimento das pessoas, com outros investimentos.

Quando falamos na marca  Namorar Portugal  a minha pergunta é 'É essa a marca que queremos como destino?' Importa valorizar o plano estratégico, a intenção de internacionalização. Qual é a mensagem que queremos colocar na mente dos consumidores? Quando queremos colocar esta marca a competi com outras a nivel nacional e internacional que mensagem queremos deixar na mente dos consumidores?
É curioso aquele apontamento do Dr. Barros sobre os eventos de interesse para o turismo no norte. consciente ou inconscientemente puxamos pelo nosso bairrismo pois estamos a competir com outros destinos.

Relativamente à primeira questão - penso que é muito importante sermos capazes de resolver em definiticvo a marca  Namorar Portugal  e a relação com os Lenços de Namorados, e deixar muito claro que a nossa marca identitária é forte,  A partir daqui, associado à marca podemos criar slogans, eventos... mas isto tem que ser comunicado de forma clara aos consumidores e não de uma forma confusa por diversos agentes. para não termos uma marca para o destino, outra para o territorio, outra para o Município...

Há três anos que me sinto muito ligado a Vila Verde e noto que há mensagens a mais a serem transmitidas. Por outro lado, para quem viaja na Ryanair, ou vai a uma feira internacional onde está a Lameirinho, acaba por ficar confuso ou não absorver a mensagem... Estamos a criar ruido e o essencial é acrescentar valor à marca.

Relativamente à mensagem, colocamos uma associação internacional - all about love - faz sentido, mas tem que ser enquadrado. Isto depende de conceitos que queiramos associar à marca. Fui ver o que estava escrito no sumário do PIDETUR: o que se passa com os conceitos de 'especialização', 'experiencia'? Hoje o turtista não se contenta em ser espetador e quer participar nas atividades, experienciar.

Dou um exemplo de marca territorial implantada: hoje todos temos presentes a logomarca de Viana do Castelo - Viana fica no Coração (e há a imagem de um coração associado). 'Quem gosta, vem. Quem ama, fica'. Temos que criar uma marca distintiva. No Fugas (Público), Valença que é uma terra à qual estou muito ligado, aparece com um trabalho associado aos Lnços de Namorados. Há pouco ouvi a D. Conceição dizer que Vila Verde impos-se aos Lenços, mas temos ueq resolver esta questão da titularidade ou não, mas tirando partido deste ícone, capitalizando e minimizando a competitividade.

Temos que criar uma marca com magia, uma marca que saiba seduzir, cativar, que saiba namorar e apaixonar. É essa força que precisamos dar à marca, torná-la uma 'lover brand' - marcas que temos no coração. 

Depois temos que acautela a 'tentação da promoção'. É preciso estruturar os produtos e refletir sobre a limitação dos mesmos e assentar a promoção numa estrutura consistente porque se assim não for, num futuro proximo, estamos a gorar as expetativas dos consumirdores. Não deveriamos apenas promover, promover, promover...

Por fim, a marca de destino ou territorial. Aquilo que está fundamentado no PIDETUR aponta como uma marca de destino, a verdade é que aquilo que temos é um destino de passagem e não de permanência. Estive em Vila Verde por um período de seis meses a calcorrear o concelho e apercebi-me muitas vezes - memso em relação à gala Namorar Portugal - de que as pessoas vão ao evento e tendencicalmente não pernoitam cá.

Confinar uma marca a um território merece uma reflexão. ATemos que seguir um obejetivo de aumentar a estada média, a receita, o indice de repetição, de recomendação e num futuro contribuimos para um desenvolvimento do territorio.


Silvia Correia, Creative Zone, responsável pelo plano de estratégia de marketing da marca Namorar Portugal - Fevereiro, Mês do Romance.

"Há questões e ideia deixadas pelo Dr. Luís Ferreira, que me deixam com uma grande repsonsabilidade nos ombros: questionar Namorar Portugal, como marca territorial; como vamos defender o território?;  território, marca - trabalho em rede.

O território interpreto-o de uma forma dinâmica, para lá das suas fronteiras, e confinar a marca as limites geográficos para mim não se coloca. A marca tem uma função simbólica. Namorar Portugal, foi pensada para ser uma marca que vai congregar esforços de estratégia e facilitar tomadas de decisão. Ela tem que identificar, logo diferenciar; tem que emocionar, tem que trazer o caracter não racional à equação.

A marca também tem que trazer sinergias e atrair parceiros. Também foi pensada para servir dois tipos de comunidade - externa e interna. Quem é de Vila Verde vê a terra de uma forma; quem não é, vê de outra forma. Isto obriga a um diagnóstico para chegar a um ponto de vista que seja comum - como é que a cmunidade de Vila Verde quer ser vista e neste caso comunidade são os cidadãos, as empresas, o município.

Aqui chegamos à questão 'porquê Namorar Portugal?' Havendo uma pretensão de marca territorial vai ser sempre um processo dinâmico. Para quem queremos esta marca? e contra quem? (sim, porque também temos que contar com concorrência). Neste momento as marcas territoriais são das que mais alvo de estudos são.

Queremos neste processo valorizar atributos como essenciais e que leve a um código de conduta. Neste caso  - e aqui concordo com o Dr. Luís - tem que se comunicar de forma clara e inequivoca. Não com duas ou três mesnagens em simultaneas pois coloca em causa a eficiencia do trabalho.

Quando falamos da entidade da marca, falamos em construir um conjunto de simbolos: e da mensagem 'all about love'. Podemos estar enamorados pela história, pela gastronomia, por um fim de semana especial ou de aventura... enfim, experiências!

Se falamos na questão dos valores - aí sim, o valores têm que estar claramente indentificados. há vetores históricos emocionais, sociais e os objetivos. Uma marca territorial tem que execer atração turística , fazer uma diplomacia pública; tem exercer tanto endomarketing (interna), como exomarketing (parceiros exteriores)e ser uma alavanca empresarial - apoiar as empresas - e deve reforçar a identidade do território.

Criamos uma nova logomarca. A aplicabilidade do novo logótipo tem uma linha muito artesanal da escrita, simbólica, no coração (ícone universal associado ao amor), numa pomba e numa flor (identitárias dos bordados dos Lenços de Namorados) e uma frase que diz que tem tudo a ver com o amor.

O logótipo pode ser trabalhado em vários formatos e materiais - blocos de notas, texteis, t-shirts, cerâmica... As variações do coração - é o unico elemento que pode ser trabalhado na logomarca. existe um manual de normas de utilização da logomarca.

A questão da marca territorial: é verdade que falta estruturar muita coisa - a oferta de produtos, o mercado que vai servir o produto, as aplicabilidades...

Costuma dizer-se que 'a relva do vizinho é mais verde do que a minha' mas há que regar a nossa também. Somos o resultado de quatro biliões de anos de evolução.


António Cândido, representante da entidade regional de turismo Porto e Norte

"Embora não seja um caso de amor à primeira vista, afirmo que estou admirado com o trabalho desenvolvido em Vila Verde, ligado a um elemento iconográfico local. Porque está aqui em causa fazer uma relexão gostaria de prestar o meu contributo, com 2 referências: económica e social, e cultural e turística.

Gostaria de dizer que estes são dois importantes acontecimentos, não só para Vila Verde, como para a região, porque estamos perante duas situações que são mais valias e que impulsiona o Turismo Cultural uma aposta que o Porto e Norte tem apostado fortemente. Não é por acaso que assistirmos já a sinais claro de internacionalização. permitindo dizer que as expetativas são boas desde que acutelados possibilidades e serviços.

Com o objetivo claro de promoção do turismo na região Porto e Norte, a parceria com Ryanair possibilitou promover a região. Aqui deixo as reações dos dois casais vencedores da campanha 1, que premiou um casal português e outros francês, com passagem pela gala Namorar Portugal.

O casal português (de Faro) referiu "A gala Namorar Portugal deu-nos a conhecer um evento que não conhcíamos num ambiente mágico e de galamour proporcionando uma noite inesquecivel. Ficamos encantados com a criatividade dos jovens criadores, a decoração pensada ao pormenor que nos deliciou. A estadia hotel Shereton foi inesquecível e a sua localização possibilitou poder visitar e conhecer uma pouco mais a cidade Porto".

Já o casal franceses, muito jovem, foi mais pragmático na análise, mas talvez por isso permita tirar mais ilações. Foi a primeira vez que eles andaram de avião e que vieram a Portugal: "O hotel (Quinta de Resela, em Cervães) estava um pouco perdido em Vila Verde. Era fabuloso, com fantásticas condições, mas fantavam divertimentos, como a prática de Desporto. Gostariamos de passar mais tempo em Braga, que achamos super acolhedora, com muitas lojas e no Porto, com uma imponência que nos impressionou. O jantar (da gala) foi fabuloso e o desfile possibilitou um belissimo serão". 

Ainda recebemos um segundo e-mail vindo doeste casal francês, enviado pelo Mickael, a dizer "gostaríamos de partir de férias para o Porto no mês de Julho, mas possuimos pouco orçamento. Será que nos pode informar de voos e valor dos bilhetes?" Esta semente foi plantada com esta campanha e é um fruto que agora vamos colher desta forma.


Dr.Manuel Barros leu uma mensagem enviada por António Marques,  presidente da Associação Industrial do Minho que sintetiza em vários pontos:

1. contributo do evento para o desenvolvimento do concelho e da região
2. marketing territorial como consequencia à boleia da marca Namorar Portugal
3. a marca como identitária do cocnelho e da região
4. trabalho de parceiras como vista alegre e lameirinho como potencial de alavancar a economia

E deixou esta ideia no ar: "questiono-me se não é o momento de criar um cluster do amor na região, desde os doces, à pastelaria, passando pelos casamento"


Macedo Barbosa, presidente da Associação Comercial de Braga ACB)

" A ACB olha sempre para estes eventos com interesse pois os comerciantes também o vêem com interesse. Há em Vila Verde um trabalho de base feito que em outros lado não tem sido conseguido.
O tempo de trabalhar isoladamente já se foi. Há que estabelecer parcerias. Isoladamente não vamos lá.

Estão-se a arranjar horizontes para os empreendedores, que no futuro contribuirá par a asustentabildiade do concelho. O sistema económico por excelência está a ser muito bem cuidado em Vila Verde, coisa que em outros sitios está a ser destruido.

Permitam-me ainda alguns reparos: o comércio pode ser envolvido com mais profundidade na noite da gala Namorar Portugal, poisa há um vazio a esse nível que pode ser preenchido. A apostar no tecido empresarial qualificado fará com que as pessoas - visitantes e turistas - levem daqui uma imagem de Vila Verde com gente qualificada.

Sabemos que quanto maior for a notiriedade de um território, estamos a tornar o comércio mais pujante e a contribuir para a fixação de pessoas ao territorio.Enquanto Vila Verde está a consolidadar um território e o comércio, está a aprender com os erros de outros municípios.Não podem descurar o comercio dos centros urbanos pois é isso que cativa os visitantes.


Rui Marques - director das Unidades de Acompanhamento e Coordenação

Sobre a dinámica da programação, uma sugestão que rompe com a sua prática: temos a gala agora integrada numa programação mais vasta. Mas podíamos ter um bom espetáculo de abertura e outro de encerramento. Isto para dizer que seria interessante tirar a gala Namorar Portugal do dia 14 coloca-la no fim do mês, por exemplo, para possibilitar vender a gala em packs e com isso ganhar mais a região.

Já não é suficiente que o retorno seja só em notoriedade e notícias. É necessário rentabilizar as apostas e a marca de forma concreta. Dou o exemplo e a sugestão da criação de postos avançados de vendade artesanato. Um turista que venha a Vila Verde não conhecendo a Aliança Artesanal ou a Adere Minho, não sabe onde pode comprar um Lenço de Namorados ou qualquer outra lembraça relativa aos Lenços ou memso estes produtos que estão a ser lançados.


João Luís Nogueira, diretor da Escola Profissional Amar Terra Verde (EPATV)

"Gostaria de chamar a atenção para o facto de estarem aqui presentes alunos do curso profissional de Tecnicos de Análises Laboratoriais, de onde têm saído muitos projetos interessantes.

A EPATV foi a primeira entidade a lançar produtos Namorar Portugal. Neste momento temos quatro produtos - o Licor do Amor, o lip Balm Sweet Kiss, e os Sabonetes e Sais de Banho. Há neste momento um produto com muito potencial para ser lançado no mercado, que é o licor, e julgo que estará para breve...

Permitam-me nesta intervenção ser desafiador e colocar algumas questões.
Alivia-me saber que a imagem da marca foi alterada tendo por base um estudo, uma ideia, que visa atingir um mercado nacional e internacional. Mas essa alteração tem que beneficiar não só o comerciante, mas também a população. Sem este todo não há uma marca, um sucesso.

Por exemplo, a embalagem dos chocolates lançada este ano não tem qualquer referência a Vila Verde. E isto assim não é uma marca territorial, isto não é defender o território.

A EPATV tem lançado alguns produtos mas não temos capacidade de produzir; não temos capacidades de comercializar. É aqui que deve entrar quem tem a marca, e aferir se a imagem passa de acordo com as normas. Tem de haver controlo e rigor.

É preciso ratificar as condições de produção, de uso da marca (pantones); criar uma loja Namorar Portugal é fundamental, para concentrar e comercializar os produtos que estão a ser lançados em catadupa. É urgente estabelecer essas condições.

O Pink Cake desapareceu, do meu ponto de vista, como referência da marca Namorar Portugal, é a minha leitura como diretor de uma entidade produtora de produtos empreendedores.

A explosão foi tal que está tudo estilhaçado. É preciso fazer um novo 'lenço' ou um novo 'lençol' e juntar tudo."


Tânia Lima, representante da industria têxtil-lar Lameirinho

"Relativament à marca Namorar Portugal, estivemos recentemente numa feira de têxteis-lar na Alemanha, em Frankfourt, onde comunicamos o orgulho de ser português: evocamos o azulejo, a cortiça, a industria, a Capital Europeia da Cultura... Também comunicamos Namorar Portugal e reconhecemos que foi cedo. Tivemos que contar a história, que é apaixonante e os alemães gostaram. Eles só não perceberam a questão dos erros ortográficos, pois só quem percebe português é que acha graça.

Neste momento antecipamos essa comunicação no facebook. Partilhamos as imagens tiradas na Aliança Artesanal e já tivemos ecos de interessados em comprar a coleção do Brasil!

Vamos querer dar outro salto internacional e levar o Namorar Portugal a uma feira internacional só de marcas. Concordo com o que já foi aqui dito: haver uma logomarca Namorar Portugal com regras de utilização para evitar o ruído."


Fátima Costa, directora executiva da Enamorata

"O balanço da participação neste mês do Romance é que vi muitos lançamentos, novos produtos, e no decorrer dos concursos de moda e de acessórios contatei com a Escola de Gestão de Barcelos para aferir até que ponto se pode integrar as peças que ganham estes concursos no mercado.

Há que investigar e investir na comercialização deste novos produtos, alguns comum potencial riqíssimo, nomeadamente os acessórios. Acho ainda necessário uniformizar e criar uma linha de produtos para rentabilizar os resultados dos concursos".

Mota Alves, diretora da Associação das Terras Altas do Homem, Cávado e Ave (ATAHCA)

"Sem dúvida que esta é uma marca forte e única neste território. Dentro daquilo que tem sido partilhado lanço também o desafio de se criar uma imagem coorporativa, que seja usada em todos os materiais e formatos relacionados com Namorar Portugal.

Tem que envolver-se as Casas de Turismo, mas também as empresas e animação, restuaração, as entidades de formação, se o territorio quiser afirmar-se em termos de turismo.

Relativamente às Aldeias da Saudade, se não forem estimadas correm o risco de ficar em ruinas, de ficarem ao abandono e é preciso valoriza-las. Vila Verde tem potencial em termos turísticos, tem paisagem, tem água línpida (rios), que é algo que nunca se menciona mas é importantíssimo, e há poucas propostas de atividades tirando partidos dos rios; tem património cultural e arqueologico, gastronomia com qualidade e,muito importante, é um concelho com uma população muito jovem.

Temos em Vila Verde um grupo de jovens muito predisposto a cultivar a paisagenm agrícola. E aqui deixo este desafio à EPATV - para rentabilizar transformados em novos produtos os excedentes produzidos (porque não têm o tamano padrão) de frutos da região, como mirtilos, frambosesa amoras, groselha.. Essa industria tem um potencial de comercialização imenso, não só cá como no estrangeiro. 

Vila Verde  precisa de um hotel com 40 ou 50 quartos, para alargar a sua oferta pois de facto temos muitas casas de 'chave na mão' e por vezes o turtista não procura isso. Há turistas que querem vir passar uma ou duas noites e não querem ter a maçada de fazer o pequeno-almoço e para esses não temos resposta.

Para terminar, outro desafio: lançar nas autoestradas placas, como há de 'Braga cidade do Barroco', 'Barcelos cidade do Românico'.. e porque não uma a dizer 'Vila Verde Terra do Amor' ou do Namorar Portugal'?"


Nelson Dias, presidente da Associação Recreativa, Cultural e Musical de Aboim da Nóbrega

"Em Aboim temos o 'Namorar Aboim', mais uma marca para a qual não temos meios para criar uma programação mais arrojada. Mas temos uma exposição de Lenços. E porquê ir a Aboim ver Lenços de Namorados se na Aliança também os têm? Conseguimo-lo graças à Aliança que diferencia ambas as exposições.

Eu julgo que a zona norte do concelho tem potencialidades para que não seja uma zona de passagem, mas de paragem"


António Cândidao, da Porto e Norte

"Parece-me que outros eventos associados aos Lenços de Namorados como o referido de Valença 8Na intervenção de Luis Ferreira) são uma mais valia para o Namorar Portugal, até porque foi dito que os Lenços de Namorados não são exclusivos de Vila Verde.

É importante criar-se uma marca forte, mas não desligar do resto da região norte, para dar dimensão à sua imagem.

Considerando até o estado embrionário da oferta turística de vila verde, torna-se importante uma atitude pedagógica, aproximando de outros concelhos e levando Namorar Portugal a outras localidades."


Dra. Júlia Fernandes, Município de Vila Verde

"Já percebemos essa ideia, pois sabemos que há turistas que querem o mar, outros querem a urbe, e porque não uma capital europeia da cultura... O caminho está a ser feito mas há muitos 'pedregulhos' a retirar ainda. É nesta convergência de esforços e sinergias que queremos trabalhar.


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Namorar Portugal, Vila Verde